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29 de Maio de 2022

Cibersegurança: como proteger o seu escritório de advocacia na Era Digital

Confira 8 estratégias simples de segurança digital para colocar em prática no seu escritório de advocacia e proteger o seu negócio de ataques cibernéticos.

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Publicado por Blog do Jusbrasil
há 6 meses

Você sabia que os cuidados com cibersegurança também dizem respeito ao tipo de governança do seu escritório? Ora, a forma como você e sua equipe lidam com informações sigilosas e dados confidenciais impacta diretamente na relação estabelecida entre o advogado e o cliente. E confiança é algo que leva tempo para ser construída, não é verdade?

A propósito, quando se trata de segurança jurídica, proteção de dados, o panorama brasileiro é otimista, mas caminha a passos lentos. Além disso, não podemos negar que os investimentos em segurança jurídica também foram impulsionados após a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Contudo, somente o cumprimento da lei da cibersegurança não é o suficiente para manter o seu negócio seguro de ataques cibernéticos. Ou seja, nada mais salutar nesse momento do que pensar em estratégias para proteger os sistemas e softwares dos escritórios de advocacia.

Então, quer se sentir mais preparado para o futuro do trabalho no ambiente digital? Preparamos aqui um artigo completo com tudo que você precisa saber sobre cibersegurança, além de estratégias eficazes para inserir no seu escritório de advocacia. Acompanhe!

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O que é cibersegurança?

Cibersegurança é um termo utilizado para identificar tecnologias, práticas e procedimentos relacionados à segurança digital. O objetivo é atuar contra práticas ilícitas, que possam danificar computadores, programas, redes e dados.

Sem dúvidas, o ambiente digital é propício para ataques de cibercriminosos, que interferem não só na navegação de usuários comuns, como também em sistemas importantes de empresas e governos. Ademais, a centralização de documentos e a comunicação entre dispositivos deixa o campo aberto para fraudes e acessos indevidos, sobretudo quando não existem medidas de proteção.

Enfim, todos esses pontos mencionados vem impulsionando o debate sobre segurança no direito digital. Afinal, esse segmento vem sendo alvo preferencial por conta da quantidade e qualidade de dados e informações financeiras e confidenciais que circulam nos bancos de dados dos escritórios.

Para complementar, o Relatório Justiça em Números 2021 apontou um aumento no uso de tecnologias no direito durante a pandemia, como medida de enfrentamento à Covid-19. Mas, embora o ambiente jurídico esteja se inserindo gradualmente no ambiente digital, infelizmente não há um esclarecimento sobre prevenção contra crimes cibernéticos.

Ou seja, a ausência de padrões de segurança colocam em risco informações sigilosas, o que pode implicar em redução da produtividade e da eficiência. Além disso, essa situação também impacta na confiança dos clientes e na imagem do escritório.

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Para que serve a cibersegurança?

A cibersegurança serve para proteger sistemas contra ataques de hackers ou pessoas mal intencionadas. Sendo assim, ela surge como uma resposta aos riscos, ameaças e possíveis danos de reputação que a violação ou vazamento de dados podem causar a uma empresa.

Inegavelmente, estamos mais dependentes da tecnologia para resolver problemas, tornar nossa rotina mais ágil, nos comunicarmos ou reduzir as burocracias na prestação de um serviço. Então, não há como se desvencilhar dos smartphones, computadores e sistemas digitais.

Analogamente, a era das transformações digitais também trouxe uma série de facilidades para escritórios virtuais. Ou seja, pudemos ver a ascensão da Internet das Coisas, o aumento dos serviços em nuvem, Inteligência Artificial aplicada ao direito e a automação. Mas a era digital também trouxe novos desafios relacionados à proteção de dados e uma miríade de ameaças cibernéticas, que podem afetar toda empresa.

Ademais, em países que já desenvolvem estratégias bem elaboradas com base na LGPD, a cibersegurança é estruturada a fim de evitar:

  • Roubo de senhas, de dados bancários, identidade, etc;
  • Perda de dados de clientes;
  • Espionagem;
  • Suborno para regaste após o roubo de informações sigilosas;
  • Disseminação de spam;
  • Manipulação de dados pessoais ou corporativos.

Em outras palavras, a cibersegurança ajuda a realizar uma reestruturação interna de uma organização, para que ela possa entender os riscos e melhorar a sua proteção contra ataques cibernéticos. Por isso, confira a seguir alguns tipos de cibersegurança para aplicar no seu escritório de advocacia.

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Quais os tipos de cibersegurança?

Os tipos de cibersegurança são categorizados de acordo com o contexto, e podem ser divididos de computação móvel até negócios. São eles:

Segurança de rede

Essa categoria visa proteger uma empresa contra ameaças internas e externas. Sendo assim, o escritório deverá implementar softwares ou sistemas de hardwares que são projetados especialmente para proteger a rede. Além disso, a segurança de rede também propõe reduzir o uso indevido dos sistemas e evitar o acesso não autorizado.

Segurança de aplicativos

Já a segurança de aplicativos visa implementar ações para defender de ameaças o software e serviços oferecidos. Nesse tipo de segurança cibernética, é requisitado o design de aplicativos seguros, que reduzam o acesso não autorizado.

Segurança operacional

Essa modalidade inclui decisões e processos que garantem a proteção no armazenamento de arquivos e dados. Ou seja, isso se refere àquelas permissões que o usuário precisa ter para acessar um sistema.

Segurança de informações

Essa categoria visa proteger a privacidade e integridade dos dados, desde o armazenamento, até o trânsito.

Recuperação de desastres e continuidade dos negócios

Aborda como uma empresa lida com incidentes de cibersegurança, ou qualquer outro evento que cause perda de dados. Sendo assim, as políticas de recuperação de desastres orientam os processos de restauração das operações e a capacidade operacional, com o objetivo de dar continuidade aos negócios.

Educação do usuário final

O objetivo dessa categoria é ensinar o usuário as melhores práticas para reduzir as chances de ter o sistema atacado. Ou seja, ele será orientado a não suspeitar de e-mails, não conectar dispositivos não identificados nos sistemas da empresa, entre outras ações vitais para a organização.

Agora que você já sabe quais são os tipos de cibersegurança, vale salientar que existem outros componentes que auxiliam na proteção de dados do seu escritório de advocacia. É o que falaremos mais adiante.

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Quais os tipos de ameaças virtuais?

Os tipos mais comuns de ameaças virtuais são:

  1. Crime virtual, que inclui a invasão de sistemas a fim de obter ganhos financeiros;
  2. Ataque cibernético, que envolve a coleta de informações, com o objetivo político;
  3. Terrorismo Cibernético, que refere-se a geração de medo e pânico através da invasão de sistemas eletrônicos.

Mas você pode estar se perguntando como os criminosos fazem para roubar os dados de um sistema desprotegido. Então, os agentes mal-intencionados ou hackers invadem os sistemas de computadores por meio de:

Malwares

O termo se refere a um software malicioso, que pode ser um vírus, um ransomware, cavalo de troia, adware, botnets ou spyware. Normalmente, ele viola redes vulneráveis e pode danificar ou prejudicar um computador. Ademais, ele pode ser disseminado por meio de um download ou anexo de e-mail.

Phishing

O phishing é a prática de enviar e-mails maliciosos, mas que parecem fontes confiáveis e conhecidas. Ou seja, os criminosos utilizam logotipos, palavras de uma marca ou e-mails com caracteres similares ao original. Isso leva as vítimas a clicarem em links que são prejudiciais.

Sendo assim, após clicar nesse link de phishing, os criminosos têm acesso aos dados pessoais daquele dispositivo. As informações podem ir de login, até cartões de crédito e previdência social.

Ademais, o phishing é uma espécie de engenharia social, prática utilizada para manipulação psicológica com o objetivo de que as pessoas divulguem suas informações pessoais. Ou seja, os criminosos se aproveitam da confiança e curiosidade dos usuários.

Injeção de SQL

Esse é um tipo de ataque utilizado para roubar dados ou assumir o controle de dados de uma empresa. Geralmente os criminosos exploram as vulnerabilidades dos aplicativos para inserir códigos maliciosos e ter acesso à informações sigilosas.

Enfim, saber as diferenças entre cada tipo de ameaça virtual poderá ajudar a deixar a sua equipe mais reativa, caso perceba alguma ameaça iminente. E esse cuidado é fundamental, sobretudo no contexto atual em que vivemos.

Contexto da cibersegurança no Brasil

O Brasil está entre os cinco países que mais utilizam a internet em todo o mundo, segundo pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aliás, só em 2020 o país chegou a ter 152 milhões de pessoas conectadas, um aumento de 7% quando comparado com 2019.

Sem dúvidas, a ampliação da conectividade e a melhoria da qualidade das redes, somado aos serviços online surgidos durante a pandemia, reduziram as barreiras digitais existentes.

Mas, embora o país tenha um contexto favorável para o surgimento de novas tecnologias, a cibersegurança ainda é uma prática não muito comum entre as empresas. Nos últimos anos, houve o crescimento dos ataques cibernéticos, que impactou não só organizações públicas, como também empresas privadas, sobretudo no ambiente jurídico.

A saber, em 2016 houve o escândalo do vazamento de 11,5 milhões de dados oriundos de um escritório de advocacia. Além disso, em 2019 ainda ocorreu a invasão de 94 bancos de dados do sistema do CNJ e um ano depois, o alvo foram os sistemas do STJ. Aliás, vale lembrar das invasões contra os sistemas do TRF da 1ª Região e TJRS, que tiveram suas atividades paralisadas em 2020.

Ou seja, essas notícias revelam que o brasileiro não está preparado para ciberataques.

Mas, apesar desses dados, a estimativa é que até 2022, cerca de 83% das organizações devam investir em cibersegurança Brasil. Ou seja, o objetivo é reduzir os casos de ataques de hackers, alguns registrados antes ou durante a pandemia da Covid-19.

Por esse motivo, é fundamental que as empresas de cibersegurança brasil adotem medidas de segurança desde já para a utilização da internet. Ou seja, pensar o futuro da cibersegurança a curto prazo é algo desafiador, porém, é a melhor forma de impedir o caos em termos de segurança digital.

Qual a diferença entre cibersegurança e segurança da informação?

Primeiramente, vale dizer que a cibersegurança faz parte da segurança da informação. Pareceu confuso? Então vamos explicar melhor!

A cibersegurança é voltada para redes, hardwares e softwares. Ademais, é ela quem cuida para que a infraestrutura ou estrutura de determinada empresa não seja ameaçada por ataques cibernéticos.

No entanto, para proteger a informação digital armazenada em banco de dados, é necessário tomar algumas medidas. Algumas delas são aplicar antivírus nos computadores, criptografar dados e oferecer uma tecnologia que permita assinaturas digitais.

Já a segurança da informação se preocupa com a proteção dos dados das empresas, só que de forma mais abrangente. Ou seja, estamos nos referindo não só sobre o armazenamento físico como também dos dados geridos pelas pessoas.

Por esse motivo, é fundamental que o escritório entenda também sobre cibersegurança ou segurança da informação e os impactos de uma boa gestão jurídica. Além disso, é crucial que o local ofereça treinamento para que toda a equipe conheça as estratégias de cibersegurança e saiba lidar com casos de ataque cibernético.

>>>> Saiba nesse artigo como o princípio da informação afeta o dia a dia do seu escritório

8 dicas de cibersegurança para aplicar no seu escritório de advocacia?

Já vimos que a cibersegurança é um assunto muito importante dentro das organizações. E no ambiente jurídico não seria diferente. Por esse motivo, é essencial tomar alguns cuidados básicos e inserir na rotina estratégias que visem a redução de danos, como:

#1 Tenha um política interna de segurança

Antes de tudo, estabeleça uma política interna bem estruturada. Então, crie regulamentos sobre documentos sigilosos, limite de acesso a e-mails particulares e armazenamento de dados. Ou seja, exponha diante dos seus colaboradores a necessidade da proteção de dados jurídicos e as punições que o escritório pode sofrer, caso não cumpra essas medidas legais.

Além disso, ofereça também treinamentos constantes para a sua equipe. Isso porque, não basta apenas disponibilizar soluções para cibersegurança e os melhores softwares jurídicos, sem oferecer um suporte que ensine-os a usar essas ferramentas.

#2 Controle os acessos

Outra medida simples, mas que impacta na segurança é o controle de acessos. Então, que tal aproveitar o momento para investir em sistemas de identificação digital? Essa é apenas uma das formas de proteger a integridade das instalações digitais e físicas do seu escritório do futuro.

#3 Tenha um bom antivírus

Uma das melhores formas de proteger os sistemas do seu escritório é contratando um antivírus. Porém, os gastos não precisam ser exuberantes, pois já existem marcas mais em conta para atender as expectativas de negócios de todos os tamanhos.

#4 Tenha uma conexão exclusiva

Invista numa Intranet ou "conexão isolada" para proteger as informações do seu escritório e evitar que os dados corporativos estejam expostos. Além de ativar o fluxo de informações do escritório, essa medida também aumenta a cibersegurança dele.

#5 Monitore as redes e sistemas

Sempre que possível, realize o monitoramento dos sistemas da empresa realizando testes, varreduras e rastreamentos. Vale salientar que não é porque o seu escritório virtual nunca foi invadido antes que isso não possa ocorrer algum dia. Por isso, o importante é remediar.

#6 Faça backups constantemente

Os backups podem salvar uma empresa de perdas de informações importantes. Por isso, se o seu escritório costuma lidar com dados de clientes diariamente, a escolha mais inteligente é fazer um backup de segurança na nuvem ou salvar outras cópias em HD's externos.

#7 Atualize os equipamentos

Mantenha as máquinas e programas atualizados para evitar ameaças de hackers. Geralmente isso é visto como um detalhe, sobretudo por escritórios que não possuem uma equipe de tecnologia. Por isso, garanta esse aspecto da cibersegurança para que o seu negócio esteja protegido.

#8 Utilize softwares e sistemas seguros

Sabe-se que muitos escritórios já utilizam softwares jurídicos e outras tecnologias que auxiliam na pesquisa jurídica e na rotina diária do advogado online. Mas antes de tudo, é fundamental escolher sistemas seguros, que facilitem o dia a dia dos profissionais.

Então, se você é um gestor jurídico preocupado com as novas possibilidades para o profissional do direito, conheça o Jusbrasil PRO. A tecnologia atende as necessidades atuais de escritórios de direito, além de proporcionar segurança, agilidade nas tarefas e centralização de documentos num só lugar. Vamos lá?

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Como o Jusbrasil PRO pode ajudar o seu negócio?

O Jusbrasil PRO é uma tecnologia de busca jurídica que auxilia profissionais jurídicos durante o exercício do direito. Ele alia tecnologia ao direito e foi criado para desburocratizar a Justiça Digital, trazendo mais celeridade ao direito.

Dentre os vários benefícios do Jusbrasil PRO, podemos mencionar:

Além dessas vantagens, a ferramenta ainda oferece duas possibilidades de assinatura para o usuário. Porém, o que você não sabia é que elas podem ser combinadas entre si para potencializar mais ainda a atividade do advogado 4.0.

Os planos de assinatura possuem foco em:

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Escrito por Liz Santana

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