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14 de Agosto de 2022

O que você precisa saber sobre tecnologia disruptiva na advocacia

Blog do Jusbrasil
Publicado por Blog do Jusbrasil
há 2 anos

A tecnologia disruptiva é tema em voga nos dias de hoje. Muito além das lawtechs e legaltechs, os avanços proporcionados pelo seu uso têm chamado a atenção de muitos advogados e escritórios atentos à advocacia do futuro.

Numa área tradicionalmente conhecida por suas práticas mais conservadoras, uma gama de causídicos busca saber como transformar seus negócios e atuar de forma inovadora – e disruptiva.

Mas o que é tecnologia disruptiva?

Imagine uma mesa com uma pilha de processos de vários volumes amarrados entre si, um computador desktop com tela de tubo colocada em cima de uma lista telefônica para ficar na linha dos olhos, e você tendo que ir ao fórum no final do dia para fazer protocolos.

Agora, olhe para a sua realidade atual: a possibilidade de consultar um processo na tela do seu notebook ultrafino e produzir e assinar documentos de forma digital de qualquer lugar do planeta.

Bom, tudo aquilo que descreve a inovação capaz de provocar uma ruptura com os padrões, modelos ou tecnologias já estabelecidos no mercado de produtos ou serviços é considerado tecnologia disruptiva.

O termo foi cunhado pelo professor Clayton M. Christensen, em um artigo escrito em 1995 para a Harvard Business Review. Dois anos mais tarde, Christensen publicou um livro intitulado O Dilema Da Inovação. Quando As Novas Tecnologias Levam As Empresas Ao Fracasso demonstrando como as empresas falham quando são confrontadas com as mudanças tecnológicas de ruptura.

Pois bem. Quando falamos em tecnologia disruptiva, logo imaginamos as diversas empresas e startups do Vale do Silício, famosas por desenvolverem e promoverem produtos ou serviços inovadores nos mais variados segmentos.

E você deve estar se perguntando: como ser disruptivo numa área tão tradicional como a advocacia? Como essas inovações tecnológicas podem impactar o meu escritório?

A ideia da tecnologia disruptiva não está exclusivamente ligada ao uso de ferramentas digitais no dia a dia do escritório, mas ao desenvolvimento de novos produtos, serviços e soluções que visam a atender às necessidades dos clientes atuais e se manter em evidência em um mercado futuro, o qual está em constante – e, muitas vezes, incerta – transformação.

O foco, portanto, não é a rotina do escritório em si, mas a experiência do cliente e o interesse dele por aquilo que o seu escritório oferece.

Em 1995, quando a internet contava com apenas 16 milhões de usuários em todo o mundo – hoje somos mais de 3,9 bilhões - Jeff Bezos viu uma ótima oportunidade para vender livros e criou a primeira grande livraria online do mundo, a Amazon.

Anos mais tarde, sabendo exatamente o que os seus clientes queriam, Bezos aproveitou o crescimento do mercado digital e o consumo cada vez maior de conteúdo em formato digital e, em 2007, lançou o Kindle, o leitor eletrônico de livros mais vendido no mundo.

Empresas como a Microsoft até tentaram emplacar nesse mercado de leitura digital, mas a Amazon tinha um diferencial: conhecimento sobre o cliente. O site permitia que os clientes postassem suas próprias avaliações sobre os livros e as publicações – o que era inovador à época e continua sendo usado até hoje.

A Amazon ofereceu o mesmo produto (livros) de uma forma diferente apenas.

Veja que empresas de sucesso focam na experiência e necessidades dos clientes para desenvolverem seus produtos e oferecerem seus serviços, e na advocacia não poderia ser diferente.

Por exemplo, se existe um padrão tradicional que diz que todo advogado deve abrir um escritório, fazer um cartão de visitas e esperar que os clientes entrem, por que não se perguntar se é realmente importante para o seu cliente atual e para a próxima geração esse formato de negócio?

E se ele se sentisse mais bem atendido se, ao invés de ir ao seu escritório, você fosse ao escritório dele?

As tecnologias disruptivas frequentemente sinalizam o surgimento de novos mercados, novas demandas e novas formas de trabalhar.

O seu escritório precisa obter informações sobre esses mercados e desenvolver tecnologias disruptivas em seus produtos e serviços que atendam não somente às necessidades dos seus clientes atuais, mas também dos clientes ou mercados que ainda nem existem.

O futuro chegou e junto com ele trouxe a nostalgia do que ficou para trás. Os antigos disquetes deram lugar ao armazenamento em nuvem, e é nesse contexto disruptivo que a advocacia do futuro está inserida.

Cabe a você descobrir que tipo de clientes precisam do seu trabalho e quais soluções você pode criar e oferecer para eles.


Texto de Pedro Custódio

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