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30 de Junho de 2022

5 habilidades mais procuradas em jovens advogados

Um estudo identificou as habilidades mais procuradas nos profissionais do futuro. O que será que os escritórios esperam dos jovens advogados? Veja como você pode se preparar.

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Publicado por Blog do Jusbrasil
há 2 anos

Segundo um estudo feito pelo New Metrics CoLab, em parceria com cientistas de dados das empresas Burning Glass Technologies, Coursera e LinkedIn, e divulgado no Fórum Econômico Mundial de Davos, estima-se que 6,1 milhões de empregos devem ser criados até 2022.

O relatório “Jobs of Tomorrow: Mapping Opportunity in the New Economy” aponta que existem sete áreas principais onde esses novos emprego irão emergir: saúde, dados e inteligência artificial, engenharia e computação em nuvem, economia verde, pessoas e cultura, desenvolvimento de produtos, vendas, marketing e conteúdo.

Ok, você deve ter se assustado ao notar que o Direito não está na lista, mas isso não quer dizer que as atividades de advogado cairão em desuso.

A ideia do estudo é mostrar como os fatores "digitais" e "humanos" estão influenciando e impulsionando as profissões de amanhã e, com isso, dar uma visão macro para os profissionais que estão entrado no mercado, oferecendo ferramentas que os possibilitem encontrar uma oportunidade produtiva e satisfatória em sua carreira.

Nesse cenário, quais as habilidades que o jovem advogado do futuro deve ter para conseguir se inserir no mercado de trabalho?

Vamos a elas!

1. Gerar empatia sendo “digital” e “humano”

As novas tecnologias estão trazendo uma realidade diferente. O contato físico está cada vez mais reduzido e cresce o número de atividades que estão sendo desempenhadas de maneira totalmente remota, incluindo aí a advocacia em home office.

Isso cria uma demanda mista de habilidades para os jovens advogados: saber lidar com esse ambiente online e digital e, ao mesmo tempo, conseguir se conectar com as pessoas e gerar empatia.

A capacidade de gerar empatia, identificar-se e envolver-se com o outro é uma habilidade que agrega valor a qualquer atividade, especialmente àquelas em que a confiança é essencial, como a advocacia.

Uma maneira eficiente de gerar empatia é contar histórias. Não precisa ser narrativa longa e complexa, mas uma história simples, como algo curioso que tenha relação com o problema do cliente, por exemplo.

O seu cliente compreenderá que o problema dele pode acontecer com qualquer um e, assim, ficará mais à vontade com você.

2. Desenvolver as soft skills, as habilidades interpessoais

Pode soar redundante listar as soft skills em um texto sobre habilidades, mas elas são tão importantes que você precisa saber e desenvolvê-las.

Numa tradução livre, as soft skills são comportamentos que caracterizam nossos relacionamentos com outras pessoas.

A maioria dos jovens advogados saem da faculdade famintos pela ideia de conseguir clientes, usar a tecnologia e crescer na carreira. Esse entusiasmo é fundamental, mas diante da complexidade das novas relações de trabalho, não é mais suficiente.

É necessário ter alguns valores que serão cruciais para que você consiga não só uma oportunidade, mas também tire proveito dela para crescer como advogado.

Veja alguns exemplos de soft skills que você pode desenvolver:

  • Capacidade de trabalhar bem em grupo, criar ideias, aceitar sugestões e contribuir para o crescimento do escritório (colaboração);
  • Capacidade de se adaptar às mudanças, sejam elas positivas ou negativas (flexibilidade);
  • Saber gerenciar estresse e cobranças sem perder o foco (trabalhar sob pressão);
  • Ouvir atentamente e se comunicar de maneira clara, seja com as pessoas da equipe ou com os clientes (comunicação eficaz);
  • Contribuir para atingir o resultado final proposto pela equipe da maneira consistente (orientação para resultados).

3. Ser assertivo ao resolver problemas

Em geral, os advogados possuem um grau elevado de pensamento analítico. É uma característica da profissão.

Mas, além dessa habilidade técnica, você precisará pensar e agir com assertividade, tanto para gerir riscos como para resolver problemas de maneira mais eficiente - e até criar oportunidades.

Existe uma frase atribuída à Pitágoras que diz que:

O verdadeiro sábio é aquele capaz de julgar as coisas, segundo as circunstâncias em que elas se inserem.

Uma dica para desenvolver essa habilidade é começar a enxergar determinado problema ou situação sob diferentes ângulos, buscando sempre a construção lógica por trás de como aquela situação foi colocada.

Essa prática irá possibilitar que você tenha uma percepção maior do contexto do cliente, avalie melhor como determinado problema pode impactá-lo e considere de maneira criativa e assertiva qual a melhor solução para o caso dele.

4. Ser inovador e também criativo

Nesse novo momento da história da humanidade, novos modelos de negócios, novas formas de relacionamento, novos ideais de vida vão surgindo e se transformando diariamente, e os advogados já perceberam a necessidade de serem criativos e inovadores.

Nesta onda inovadora, novas metodologias - ou não tão novas - podem auxiliar o advogado a adotar um novo modelo de resolução de problemas, como, por exemplo, o Legal design, uma forma de organizar o pensamento visando à solução de problemas pela ótica do cliente.

Os jovens advogados estão se permitindo reinventar a advocacia e a forma como exercem suas atividades e entregam valor aos clientes, e essa é uma característica buscada por recrutadores.

5. Entender as necessidades do cliente

Existem alguns termos em alta no mercado, como "jornada do cliente" e "experiência do cliente".

Eles revelam uma verdade: os clientes exigem bom atendimento de suas novas necessidade, isso interfere na cadeia de valor, obrigando os fornecedores de produtos e serviços, conceberem meios excelentes e até inéditos de atendimento.

Entender essas necessidades envolve uma combinação de habilidades como: empatia, usabilidade, tecnologia e sensibilidade humana.

Para os jovens advogados, é hora de repensar como os escritórios de advocacia podem funcionar e como as soluções para os problemas jurídicos dos clientes podem ser construídas da maneira mais eficiente, rápida e econômica possível.

A forma como os serviços jurídicos serão entregues está mudando completamente para uma maneira mais alinhada às expectativas do cliente e ao senso de valor e justiça.

É por isso que, você jovem advogado, deve desenvolver habilidades de relacionamento além do conhecimento doutrinário do direito, a fim de conseguir proporcionar uma experiência de qualidade ao cliente.

Além de se colocar sempre no lugar do cliente, uma dica útil é fazer pesquisas constantemente, seja com a sua base de clientes, leitores ou pessoas do seu convívio, a fim de levantar dados como problemas enfrentados, desafios e objetivos.

Conclusão

Somente a graduação em Direito deixa a desejar quando o assunto é habilidades que são procuradas em jovens advogados.

Por isso, o advogado que sabe como transformar todo o seu conhecimento em diferenciais irá se destacar na profissão, pois são esses diferenciais que estão disputados no mercado jurídico hoje em dia.

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Texto de Pedro Custódio

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5 Comentários

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Ótimo texto. Entendo que tais qualidades devem ser cultivadas também nos advogados mais antigos. As novas tecnologias estão aí para serem utilizadas e aliada a um profissional mais humano, creio que a advocacia só crescerá em produtividade e qualidade. continuar lendo

Excelente artigo!

Ter graduação em Direito é o mais básico que devemos ter nos dias atuais, sendo que o advogado deve estar sempre a par das novidades e grandes transformações para não ficar de fora do mercado. continuar lendo

Todas as habilidades relacionadas ao cliente são importantes, sem dúvida, mas o jovem advogado, muitas vezes sem vivência profissional, deve atentar para o cuidado no relacionamento entre seus pares e funcionários do escritório. Às vezes a forma como defendemos nosso ponto de vista tem mais valor do que o próprio mérito da questão. Numa época em que o melindre social atingiu proporções descabidas, todo cuidado no relacionamento dentro de um ambiente profissional é pouco. continuar lendo

Muito interessante este artigo e ponto de vista exposto!
Só tenho uma observação, ele vem pontuado por vários conceitos genéricos e eu diria indeterminados mesmo, especialmente no tocante aos itens "2.", "4." e "5." do artigo.
A complexidade das temáticas da vida atual exige muito do poder de concentração e tende a transformar o advogado em profissional especialista em uma coisa só.
A tecnologia é uma realidade a ser incorporada ao trabalho intelectual do advogado?! Certamente!!! Porém há momentos em que a tecnologia parece ajudar mas cria mais burocracias para lidar e absorve parte considerável de tempo que o advogado deveria usar para aprender mais e entregar serviço de melhor qualidade. continuar lendo