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30 de Junho de 2022

Advogado, conheça seu perfil comportamental e tome decisões mais assertivas

O perfil comportamental é o conjunto de características que determinam um modelo de ser de uma pessoa e a inteligência emocional está intimamente ligada a isso. Veja como tomar decisões mais assertivas se conhecendo melhor.

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há 2 anos

De acordo com Daniel Goleman, autor do best-seller Inteligência Emocional e pesquisador de Havard, o quociente de inteligência, ou melhor, o QI, não é suficiente para determinar a capacidade intelectual de uma pessoa.

Na verdade, num tempo em que os testes de QI faziam sucesso entre as pessoas, o psicólogo afirmou em seu livro que a inteligência emocional influi diretamente na nossa intelectualidade.

E, mais que isso, a capacidade de lidar bem com os sentimentos pode ser mais importante que a própria inteligência.

Você já parou para pensar como sua inteligência emocional pode influenciar positivamente o seu comportamento e a sua capacidade de tomar decisões mais assertivas?

O foco, por exemplo, é um aspecto fundamental da inteligência emocional. Você pode ser um advogado expert em determinada área do Direito, mas se não for focado em seus projetos, pode ser que você se perca nos diversos afazeres do dia a dia e não consiga a performance necessária para alcançá-los.

Em momentos de desafio como o que estamos vivendo, cheio de novidades e incertezas, buscar a maturidade emocional é um fator decisivo para que você consiga identificar seus pontos fortes e atingir resultados extraordinários.

E você pode começar conhecendo o seu perfil comportamental.

O que é perfil comportamental e qual a relação disso com a inteligência emocional?

O perfil comportamental é o conjunto de características que determinam um modelo de ser de uma pessoa.

Por exemplo, se você é proativo, tem facilidade para se comunicar e inspirar pessoas e é bom em resolver conflitos, seu perfil pode ser o de um líder.

Cada ser humano possui diferentes formas de agir e de se comportar diante das situações do cotidiano, e é fundamental que todos saibam respeitar a sua própria individualidade e também a das pessoas.

Mas quando Goleman escreveu o livro, no longínquo ano de 1990, ele se baseou num número absurdo de pessoas jovens com comportamentos depressivos e violentos, e tudo isso era um indicador de uma queda na inteligência emocional.

Ou seja, a capacidade de conhecer e lidar com suas próprias emoções é um fator essencial para que você consiga equilíbrio diante dos diversos desafios do cotidiano jurídico digital.

Dependendo da nossa inteligência emocional, podemos nos sair bem de determinada situação ou acabar nos prejudicando, quando não sabemos como lidar com ela, seja no trabalho ou na vida pessoal.

A capacidade do advogado ou advogada de saber lidar com suas emoções influencia não apenas o seu comportamento em determinada situação, mas também pode influenciar o comportamento de seu cliente.

Por exemplo, uma postura mais empática com os demais participantes do processo pode abrir espaço para uma resolução amigável da questão. Além disso, o advogado emocionalmente inteligente pode contornar com mais facilidade eventuais provocações, ironias e ofensas, que, lamentavelmente, são realidade no dia a dia forense.

A inteligência emocional pode fazer toda diferença no resultado final e permitir que todos foquem no que realmente importa, que é o acesso à justiça.

Até mesmo em circunstâncias negativas do trabalho, como a desmotivação da equipe diante da crise ou o cliente que acabou de ligar cobrando uma posição sobre um processo, você pode se conectar às suas emoções de uma forma racional, mudar seu comportamento e inspirar a equipe ou manter a sensibilidade quando um cliente liga cobrando algo.

Afinal, não adianta ter todo o conhecimento técnico e ferramentas de tecnologia de ponta, se você não conseguir ter o controle emocional para usá-las da melhor forma possível.

Como identificar seu perfil comportamental e ser emocionalmente mais inteligente?

Desenvolvida na Universidade de Harvard pelo psicólogo norte-americano Willian Moulton Marston, a metodologia DISC é a base dos testes de perfil comportamental.

O acrônimo em inglês, que significa Dominance (dominância), Influence (influência), Steadnisess (estabilidade), Conscientiousness (conformidade), propõe os quatro pilares da metodologia:

  • Dominância: como você lida com desafios e também com as dificuldades e crises.
  • Influência: como você se relaciona, se comunica e o seu nível de capacidade de influenciar os demais.
  • Estabilidade: como você lida com mudanças, encara as transformações ao seu redor e como se posiciona nestes momentos.
  • Conformidade: mostra a sua capacidade de se adequar, respeitar as regras impostas e de segui-las segundo o que foi determinado.

Com base nessas quatro categorias, é possível identificar quatro diferentes perfis comportamentais: Comunicador, Analista, Planejador e Executor.

1. Comunicador

Se você tem um perfil comunicador, provavelmente você tem carisma, é bem relacionado, extrovertido, não consegue ficar parado e se adapta às situações com mais facilidade, encontrando parceiros e pessoas que podem te apoiar.

Normalmente, seu rendimento é maior em atividades que demandam mais movimentação, já que você é participativo e absorve assuntos com rapidez.

Os pontos fortes do perfil comunicador são a facilidade de trabalhar em equipe e a necessidade de ter contato interpessoal para fluir nas tarefas.

2. Analista

Se você possui um perfil analista, provavelmente você tem uma excelente capacidade criativa. Você é bastante exigente consigo mesmo, costuma falar pouco e está sempre preocupado com o fluxo operacional do seu escritório e demais negócios.

Além disso, seu perfil analítico permite que você realize tarefas estratégicas e cheias de detalhes, que exigem lentos raciocínios para serem resolvidas.

É aquele advogado ou advogada que adora fazer uma defesa complexa e estratégica.

Os pontos fortes de um perfil analista são a pontualidade e o alto comprometimento.

3. Planejador

Se você tem um perfil planejador você é o que transmite tranquilidade para o resto da equipe, e pode não ter tanta facilidade com ideias criativas e espontâneas.

Você é uma pessoa calma, prudente e tem facilidade em respeitar regras. Gosta de tomar as decisões sem pressão, sempre usa o bom senso e dificilmente perde o controle.

Os pontos fortes do perfil planejador são a paciência e a boa memória.

4. Executor

Se você tem um perfil executor a confiança é o seu ponto forte. Está sempre defendendo seu ponto de vista e costuma dominar a situação.

Dependendo do momento, pode ser até um pouco autoritário, mas adora um desafio e costuma aceitar as demandas com facilidade.

O ponto forte do perfil executor, além da confiança, é realizar o que é necessário a todo custo e contornar desafios rapidamente.

Conclusão

Praticando o autoconhecimento, você tem mais clareza sobre si. É uma tarefa complexa e um exercício para a vida toda, mas que você pode começar estudando e tomando conhecimento sobre seu perfil comportamental.

Entendendo quais são as características predominantes do seu perfil, você pode se questionar sobre os “porquês”.

Por quê você age ou reage assim? Por quê determinadas situações te causam desconforto? Por quê você se trava em alguns momentos?

Uma vez que você tem essa compreensão, você consegue ter maior domínio das suas ações, pensar mais claramente sobre os fatos, fazer escolhas mais assertivas e conduzir as situações da vida com maior coerência ao que você acredita e deseja.


Texto de Pedro Custódio

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2 Comentários

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Muito bom. Gostei. O problema é que não somos só um tipo de sujeitos. Somos resultado de experiências e decisões. Temos um pouquinho de cada característica apontada. Aprendi. Valeu continuar lendo

Definitivamente, sou a executora. É péssimo, porque com o meu perfil, em todos os escritórios em que trabalhei, tantos nos meus, quanto em escritórios de terceiros, sempre fui a "bombeira" da turma, aquela que é chamada a toque de caixa nas horas difíceis. E esse "apagar de incêndios" contínuo, por uma infinidade de razões, chega a ser contraproducente no engrandecimento pessoal, e, ao final, raríssimamente o "executor" aufere qualquer crédito pelos resultados que sem ele, JAMAIS teriam sido alcançados (tanto em reconhecimento quanto financeiramente falando). É um dom, reconheço, mas funciona na prática quase que como uma maldição (o "ser executor"). Venho trabalhando para contornar isso há anos. Graças à Deus também sou "analista" e meu trabalho é no sentido de conseguir explorar melhor esse lado sem que o "executor" me atrapalhe no meu processo criativo, que é bastante fértil. continuar lendo